08 Fevereiro, 2010


Desde que partistes atrás de tuas aventuras,creio que nada que de fato seja intrigante,tenha acontecido.
As pessoas continuam a cultivar suas dores,a relembrar besteiras passadas,e a se afundarem em noites de risos e sons extremamente altos.
Todos parecem ter se esquecido que um dia,a união foi de suma importância,e que talvez,apenas ela,seja capaz de concertar todas as falhas que ambos,em nosso egoísmo infinito,temos cometidos a nós mesmos e a alheios.
Já não sei ao certo se consigo me lembrar do sabor anestesiante das cores .
Tudo se dissolveu em cinza,e aquele arco-iris de sabores se desfez assim que a primeira chuva atingiu meu corpo;Assim que o trem que te continha sumiu das minhas vistas e se perdeu pelas curvas do teu destino saltitante.
Me preguei a janela,observando cada gota de garoa se tornar mais confiante a ponto de se tornar tempestade;cada brisa leve e refrescante,se enfurecer e se tornar ventania,arrastando qualquer um ou qualquer coisa que se coloque a frente.
Passo, suspiro por suspiro,segundo por segundo,com os olhos pregados no horizonte.
Esperando.
Vendo dias e noites escorrerem pelos ralos,sabendo que a cada termino,fico um passo mais próxima do seu retorno.
Sabendo que fica mais próxima a tão angustiante e aguardada hora em que cruzarás nosso portão e devolverá a paleta de cores pra paisagem que existe alem da minha janela;alem da minha alma desbotada que te aguarda,saudosa.

06 Fevereiro, 2010

Aquelas mãos magras e sem um pingo de sentimento,te picotaram;picotaram seus sentimentos e o pingo de consideração que lhe eram devidos,enquanto as minhas mãos frias e sempre atrasadas,escreviam cartas pra um você existente apenas em sonhos,em anseios para o futuro.
Por favor,não nasci pra tomar o que é de alheios,e nem pra me julgar melhor desenrroladora de enredos do que outros tantos,apenas ,me sinto ,agora...um tanto quanto frustrada.
Por algumas terem o que tantas outras passam quase uma vida esperando.
Por essas mesmas desperdiçarem chances,enquanto outras nem se quer as terem.
Por eu ,de repente,me encontrar na linha da duvida,sem saber responder se de fato me deixei fisgar pelo ‘te quero’.
Por ser consciente de que talvez eu só te deseje,por saber que nunca vou poder te ter.
Por saber que você é meu impossível e que assim como todo um mundo,repleto de pessoas fracas e vazias,eu também me deixo enlouquecer pelo inalcançável,ignorando friamente o palpável.