08 agosto, 2008

Carta Poli.

São Paulo,20 de junho de 2008

Caro Presidente...

Abro mão do meu direito de “simples remetente” e venho aqui,humildemente,estabelecer uma pequena conversa,como aquelas que os amigos prolongam por horas,quando se encontram nos corredores dos mercados,nas bancas de jornais etc.
Meu motivo para lhe escrever talvez não precisasse ser dito,pois infelizmente,por muitos é visto: as crianças do nosso país(e de todo o mundo) que,pouco a pouco,são distanciadas daquele mundo de fantasias,que é seu por direito,e para serem jogadas friamente em uma mundo cruel,de trabalho pesado,de responsabilidade e de pouco reconhecimento salarial.
Eu queria ter o luxo de lhe escrever para dizer como é bom olhar pela janela á tarde e ver crianças brincando,sendo mimadas,sorrindo,enlouquecendo seus pais com suas travessuras;queria ver crianças sonhando e vivendo suas fantasias,instigando sua imaginação. Mas não,o que eu vejo são pequeninos projetos de adultos que tentam alcançar os vidros dos carros para vender balas,ganhar alguns trocados;vejo pequeninas mãos que tentam carregar aquilo que construirá nossas casas,vejo lágrimas,que chegam a cortar o coração.
É as custas destas crianças que empresas multimilionárias,donos de fazendas,de construtoras,vêm acumulando capital!
Então me pergunto:é justo que crianças,que mal conseguem se manter em pé,mal sabem falar,tenham que carregar nosso mundo nas costas?
O Senhor,mais do que ninguém,sabe o quanto é duro ter que abrir mão desta tão graciosa fase da vida,para ter que trabalhar,ajudar em casa,jogar-se,sem preparação,no mundo dos adultos.
O futuro do nosso mundo está nas mãos dessas crianças,que têm as mãos cheias de calos e não sabem o que é ser FELIZ!
Imploro que de alguma forma,possa unir as nações e concientizar a todos que o tempo que se perde em guerras,”insultos governamentais”,poderia estar sendo redirecionado para essas crianças,que não querem nada mais do que simplesmente SER CRIANÇAS,e não adultos prematuros.

Aguardo esperançosa.....

Ass:”Esperança Brasil” ( Beatrix Gussonato Gabrielli )

2 comentários:

Lu disse...

Perfeito!
Como reclamar das atitudes da juventude, se a própria infancia não foi respeitada?

Mas, eu tenho esperança que isso ainda muda...Ah, muda sim!


beijão

Escritor em treinamento disse...

Sou um cético. Não acredito na mudança, o que vejo é o q será.

Não só podemos ver nosso passado diariamente pelo atraso de nosso país, como também o futuro.

Já não me entristeço com as crianças nos farois, não estranho os mendigos nas calçadas, virou tudo normal.

Farei sim a minha parte, mas só por orgulho de ser uma pessoa decente, porque esse mundo não tem mais jeito.

Espero estar enganado..