06 janeiro, 2009

O AMOR PODE DAR CERTO. -Parte 8

Passei os meses seguintes atrás de pistas,detalhes ou qualquer informação que me indicasse o paradeiro de Eduardo.
Quanto mais procurava,mais parecia que a probabilidade de achaco se tornava mínima.
Meu aniversario veio e eu simplesmente dispensei todos os convites para sair.
Só sabia pensar nele,só queria encontrá-lo.
Esperei que o natal chegasse,aluguei um carro e fui para a casa dos pais dele.
Ao chegar,minha surpresa foi de que os pais não sabiam,ou nem tinham se interessado em saber ,onde o filho estava.
Ver a minha ultima esperança ir embora,me fez entrar em completa revolta.Quando vi,já tinha falado tudo o que estava engasgado. Sai e deixei a família dele de queixo no chão com todas as verdades que tinha dito.
Sai furiosa,entrei no carro. Ia para a pousada.
Quando fechava os olhos podia ver aquela noite,o nosso quase beijo,mas logo depois tudo se desfazia,com as lembranças do cemitério.
Entrei,ele não estava lá,mas eu podia sentir o perfume dele lá.
Talvez fosse ilusão,talvez não.
Tomei um copo de algo forte,e fui caminhando ate o cemitério.
Eu tinha levado flores. As arrumei ao lado da lapide.
Com os dedos congelando eu contornava o nome. MARIANA.
Um nó na minha garganta se formou e não pude mais segurar as lagrimas e as palavras.
-Eduardo,eu te amo tanto.
Um galho se quebrou atrás de mim e quando me virei vi um senhor.
Ele sorria e vinha na minha direção. Colocou a mão em meus ombros e disse:
-Você é a Lívia ,certo?
Como ele sabia?
Ele continuou a falar:
-Eu sou o pai da Mariana. O Eduardo já passou por aqui hoje,então,me pediu que viesse chama-lá.
-Eduardo? Aonde..como...Ele..ele...
Eu não conseguia falar,nem pensar. Precisava vê-lo.
-Vem,eu te levo.
Fui seguindo o carro dele .
Durante o percurso fui me deixando entregar a ansiedade de poder reencontrar Eduardo. De poder abraçá-lo novamente.
Chegamos ,e sentado nos degraus da simples porem charmosa casinha de madeira,estava Eduardo a nos esperar.
Eu sai do carro desesperada e me atirei nos braços dele.
Era tão bom poder senti-lo.
Nossos corações estavam disparados.
O pai da mariana se despediu nos dizendo que :
-Com amor ,tudo se vence. Pensem nisso garotos. O amor pode dar certo.
Assim que ele sumiu na estrada,eu pude ver nos olhos de Eduardo que ele sentia a mesma coisa que eu.
-Me desculpe Eduardo eu fui tão estúpida...
-Não,eu que fui,me perdoe.....
Nos abraçamos novamente,e finalmente nos beijamos.
-Eu te amo.
- Não Eduardo...eu é que te amo.
Aquele dia foi o mais feliz da minha vida.
A partir daí,não se tem muito o que contar.
Trocamos de apartamento,ele passou a dar aulas em faculdade e a fazer concertos musicais.Eu fui subindo de cargo e me tornando a pessoa mais feliz do mundo.

CONTINUA